Investidores de olho em renda passiva acompanham de perto os pagamentos da BRF (BRFS3) e Marfrig (MRFG3). Ambas são referências no setor de proteínas e possuem políticas de dividendos atrativas. Neste guia completo, você encontra as principais informações sobre os proventos, datas de pagamento, JCP e perspectivas para 2025. Confira também as últimas notícias e análises do mercado financeiro sobre as duas empresas listadas na B3.
Política de Dividendos da BRF (BRFS3)
A BRF, dona de marcas como Sadia, Perdigão e Qualy, possui uma política de remuneração aos acionistas que prevê a distribuição de no mínimo 40% do lucro líquido ajustado. Em 2025, a empresa manteve a regularidade dos pagamentos, combinando Juros sobre Capital Próprio (JCP) e dividendos. No primeiro semestre, a BRF distribuiu cerca de R$ 0,35 por ação em JCP e R$ 0,20 em dividendos. A expectativa do mercado é de que o payout total do ano fique entre 50% e 60% do lucro, impulsionado pela recuperação das margens e pela queda nos custos de grãos. Para quem busca previsibilidade, a BRF se destaca no setor de alimentos, com um dividend yield estimado entre 4% e 5% para 2025.
Proventos da Marfrig (MRFG3)
A Marfrig, líder global em produção de hambúrgueres e dona da marca Bassi, também tem se mostrado uma boa pagadora de dividendos. Com a recente reorganização societária e a venda de participações estratégicas, a empresa reforçou seu caixa e anunciou uma política de dividendos mais robusta. Em 2025, a Marfrig já pagou R$ 0,50 por ação em JCP e sinalizou um segundo pagamento no segundo semestre. Analistas projetam um dividend yield de cerca de 6% para o ano, o que coloca a MRFG3 como uma das preferidas do setor de proteínas para quem busca retorno recorrente. A empresa também tem reduzido sua alavancagem financeira, o que melhora a sustentabilidade dos proventos.
Juros sobre Capital Próprio (JCP) vs Dividendos
Tanto a BRF quanto a Marfrig utilizam a combinação de JCP e dividendos para remunerar seus acionistas. A diferença principal está no tratamento fiscal: o JCP é tributado na fonte em 15% para pessoas físicas (salvo isenções), enquanto os dividendos são isentos de IR. Por isso, muitos investidores preferem ações que pagam dividendos para reduzir a carga tributária. No entanto, o JCP permite que a empresa deduza o valor pago do lucro tributável, o que pode beneficiar o caixa. É importante acompanhar a composição da remuneração de cada companhia na hora de avaliar o retorno líquido.
Como Acompanhar os Pagamentos e o Calendário
Para receber os proventos, o investidor precisa estar com as ações compradas até a data de corte conhecida como “ex-dividendos” ou “ex-JCP”. As companhias divulgam os calendários com antecedência em suas centrais de relacionamento com investidores. Acompanhar o site da B3 e as notícias do mercado financeiro é fundamental para não perder as datas. Além disso, é preciso declarar corretamente os rendimentos no Imposto de Renda: o IR retido na fonte do JCP pode ser compensado na declaração anual, enquanto os dividendos são isentos e devem ser informados na ficha de “Rendimentos Isentos e Não Tributáveis”.
Perspectivas para 2025
O setor de proteínas no Brasil passa por um momento de recuperação, após anos de margens apertadas. A BRF se beneficia da queda nos preços dos grãos e da expansão das exportações para mercados como China e Oriente Médio. A Marfrig, por sua vez, aposta na diversificação de produtos e na redução de dívidas para gerar mais valor ao acionista. Com a Selic ainda em patamar elevado (cerca de 14,75% ao ano), as ações de empresas que pagam bons dividendos se tornam ainda mais atrativas para quem busca renda passiva. Ambas as companhias devem manter uma política de distribuição consistente em 2025, reforçando a confiança dos investidores. Continue acompanhando o portal Molinari para mais análises sobre dividendos, finanças e economia.