A Copa do Mundo FIFA de 2026 será a 23ª edição do torneio mundial de futebol masculino e promete ser histórica sob vários aspectos. Pela primeira vez, três países sediarão o evento: Estados Unidos, Canadá e México. Outra grande novidade é a expansão para 48 seleções, um aumento de 50% em relação ao formato de 32 equipes que vigorou de 1998 a 2022. O torneio está previsto para acontecer entre junho e julho de 2026, com a partida de abertura no Estádio Azteca, na Cidade do México, e a grande final no MetLife Stadium, em Nova Jersey.
O novo formato de disputa contará com 12 grupos de 4 times cada. Avançam para a fase eliminatória os dois primeiros colocados de cada grupo, mais os oito melhores terceiros lugares, totalizando 32 seleções na fase de 64 avos. Ao todo, serão 104 partidas, distribuídas em 16 cidades-sede — 11 nos Estados Unidos, 3 no México e 2 no Canadá. Essa logística inédita exigirá deslocamentos entre países, mas também permitirá que mais torcedores acompanhem os jogos em diferentes regiões da América do Norte.
As eliminatórias já começaram ou estão prestes a começar nas seis confederações da FIFA. A CONMEBOL conta com 6 vagas diretas para a Copa, além de uma vaga na repescagem intercontinental — um acréscimo significativo em relação às 4 vagas diretas que tinha até 2022. O Brasil, maior campeão mundial com cinco títulos, está na disputa das eliminatórias sul-americanas e deve confirmar sua vaga com tranquilidade. Além do Brasil, seleções como Argentina, Uruguai e Equador também brigam pelas vagas diretas.
As sedes americanas incluem estádios modernos como SoFi Stadium (Los Angeles), AT&T Stadium (Dallas), Mercedes-Benz Stadium (Atlanta) e NRG Stadium (Houston). O Canadá será representado pelo BMO Field (Toronto) e BC Place (Vancouver). O México retorna como sede após 36 anos e contará com o lendário Estádio Azteca, o Estádio BBVA (Monterrey) e o Estádio Akron (Guadalajara). O Azteca se tornará o primeiro estádio a receber partidas de três Copas do Mundo diferentes (1970, 1986 e 2026).
Além do futebol, a Copa de 2026 deve movimentar bilhões de dólares em turismo, infraestrutura e geração de empregos. A FIFA espera uma receita recorde, impulsionada por patrocínios, direitos de transmissão e hospitalidade. Para os torcedores brasileiros, a diferença de fuso horário será favorável: a maioria dos jogos ocorrerá entre o fim da manhã e o início da noite, horário de Brasília, facilitando o acompanhamento ao vivo.
Em termos tecnológicos, a Copa de 2026 deve trazer novidades no uso do VAR, possível implementação do semi-automático de impedimentos (já testado em edições anteriores) e melhorias na conectividade dos estádios com rede 5G. A FIFA também estuda ampliar o número de substituições ou ajustar regras para lidar com o calor em algumas sedes. A segurança e a experiência do torcedor nos estádios também estão entre as prioridades da organização.
Historicamente, o Brasil é o país mais bem-sucedido em Copas, com cinco títulos (1958, 1962, 1970, 1994, 2002). Para 2026, a torcida brasileira espera que a seleção possa lutar pelo hexacampeonato, contando com uma nova geração de talentos. O caminho até o torneio, porém, exige consistência nas eliminatórias e preparação adequada. A comissão técnica da seleção brasileira já acompanha de perto o desempenho dos jogadores que atuam no Brasil e no exterior.
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